terça-feira, 9 de julho de 2019

Temperatura da água do mar - 9.Julho.2019



2019-07-09 (IPMA) 
O afloramento costeiro (upwelling) é um fenómeno oceanográfico que consiste na subida de águas subsuperficiais para a camada de água à superfície no oceano, tendo como forçamento meteorológico o vento junto à superfície.
Nas regiões onde ocorre o afloramento costeiro, a temperatura da água do mar é mais baixa, visto que a sua origem está em camadas mais profundas do oceano, e o vento predomina de N ou NW.
Entre os dias 1 e 8 de Julho, a existência de uma depressão centrada a oeste da Península Ibérica condicionou o regime de vento junto à costa ocidental portuguesa, predominando o vento W ou SW não permitindo que o fenómeno de afloramento costeiro ocorresse.
Em consequência os valores da temperatura da água do mar à superfície, para esta época do ano são altos, e superiores aos respetivos valores normais em cerca de 2 °C.
Os valores da temperatura da água do mar à superfície na costa ocidental portuguesa, de acordo com o modelo de previsão oceânica NEMO (http://www.ipma.pt/pt/maritima/sst/) operacional no IPMA, são apresentados abaixo, na Tabela 1.
Os valores da temperatura da água do mar à superfície no mês de junho de 2019 foram da ordem de 18 °C, e superiores a 19 °C nos primeiros dias de julho, correspondendo a um aumento de mais de 1 °C.
Acresce ainda que o IPMA não dispõe de bóias para monitorização da temperatura da água do mar à superfície, sendo esta possível através de deteção remota. As observações de temperatura da água do mar em tempo quase real podem ser obtidas através da rede de boias multiparamétricas disponibilizadas pelo Instituto Hidrográfico.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Situação de seca agravou-se em Março em Portugal




Confirmam-se as piores previsões: Portugal continental chegou ao final de Março numa situação de seca meteorológica. Na sequência dos baixos valores de precipitação, houve um aumento quer na classe severa, quer na extrema.

Em entrevista à agência Lusa, Vanda Pires, da Divisão de Clima e Alterações Climáticas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), adiantou que até 28 de Março aumentou a área em seca severa, situando-se nos 37,5%, quando em Fevereiro era 4,8%. “Em Fevereiro não existia seca extrema, mas em Março registou-se um valor de 0,5%. Já começa a aparecer seca extrema no Algarve, entre Faro e Vila Real de Santo António”, disse.

in JORNAL PÚBLICO






terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A exploração de urânio “foi um erro em Portugal e será um erro em Espanha”












Em Portugal, o tratamento dos terrenos que serviram para explorar urânio a céu aberto tem-se arrastado. Este é apenas um dos argumentos que António Minhoto, antigo mineiro e dirigente da Associação de Zonas Uraníferas (AZU), utiliza para contestar a exploração mineira do outro lado da fronteira.Mas há mais: a viabilidade económica dissipa-se quando se tem em conta o custo de intervenção nos terrenos depois de encerrada a mina, defende. “Depois fica uma situação por resolver em termos ambientais”, com “impacto nos recursos naturais e nas pessoas”, explica ao PÚBLICO. 
Por isso foi a Retortillo, para dizer que a exploração de urânio “foi um erro em Portugal e será um erro em Espanha”. Desde 2001 que a Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM) ficou com a tarefa de realizar a intervenção ambiental nas antigas explorações mineiras portuguesas. 
Até 2017 tinham sido tratadas 56% das minas e gastos 49 milhões de euros nesse processo. Faltavam ainda 20 das 61 minas que representam risco ambiental, num calendário que prevê trabalhos até 2022, referia a EDM ao PÚBLICO em Fevereiro do ano passado.Já depois disso, a empresa estatal apresentou o projecto de recuperação das minas do Mondego Sul, no concelho de Tábua (Coimbra). 
Os terrenos de onde se extraiu urânio entre 1987 e 1991 ficam perto da aldeia de Ázere, em plena faixa de protecção da barragem da Aguieira, e eram apontados por António Minhoto como uma das zonas críticas. A EDM previa que os trabalhos que envolviam a eliminação dos “factores de risco que constituam ameaça para a saúde e segurança das populações” começassem ainda em 2017 e fossem até 2019. 


Obras ainda não arrancaram
Apesar do anúncio da recuperação da velha mina do Mondego Sul em Março de 2017, o activista lamenta agora que as obras que prevêem o acondicionamento, estabilização e selagem das escombreiras da antiga exploração e cujo custo ascende a 5,4 milhões de euros não tenham ainda arrancado.Outro dos pontos mais sensíveis era a mina da Quinta do Bispo, já no concelho de Mangualde, distrito de Viseu. 
Nesse caso, o dirigente da AZU faz notar a proximidade a um afluente do rio Mondego, bem como a populações e a zonas agrícolas. “O impacto negativo deixado pela exploração” permanece à vista, afirma. Sobre esta situação diz que há um impasse, uma vez que não se conhece o calendário. Mas há minas que já sofreram intervenções significativas. Entre trabalhos de maior dimensão estão os da Urgeiriça, em Canas de Senhorim, e da Cunha-Baixa, em Mangualde. Só a reabilitação ambiental das antigas minas da Urgeiriça, que estão encerradas desde 1999, custou 33 milhões de euros.
Mineiro entre 1976 e 1989, António Minhoto luta agora pela recuperação ambiental das minas de urânio e pelos direitos dos seus antigos trabalhadores. “Está mais que evidente que a exploração de urânio é negativa”, resume.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

SISMO DE 15 DE JANEIRO DE 2018 A NORDESTE DE ARRAIOLOS



O sismo que ocorreu às 11:51 (UTC), com uma magnitude ML=4.9, localizou-se na região NE de Arraiolos, perto de Aldeia da Serra. O hipocentro (preliminar) tem as coordenadas 38.779 N, 7.960 W e a profundidade de 11.8 km.
Indicando um mecanismo focal em desligamento direito, compatível com as determinações realizadas para sismos que ocorreram anteriormente na mesma região, de que é exemplo o sismo ocorrido em 31 de julho de 1998 com magnitude 4.
Este sismo ocorre numa conhecida área de sismicidade, designada habitualmente por “cluster sí¬smico” de Arraiolos, onde os acidentes morfológicos e os estudos geológicos apontam para uma orientação dominante WNW-ESE. A origem destes sismos está associada a uma zona de transição entre uma área relativamente calma sismicamente a norte, e uma área mais ativa sismicamente a Sul, dentro de uma zona denominada “Zona de Ossa-Morena”, caracterizada por soco Paleozóico da Península Ibérica que no Alentejo apresenta falhas orogénicas WNW-ESE e falhas frágeis tardi-variscas (pós-orogénicas) com a mesma orientação. A morfologia e em particular a rede drenagem tem a mesma orientação desta fracturação.
O IPMA enviou já uma equipa de sismologistas para realizar o inquérito macrossísmico na região. Este inquérito é importante para a caracterização do risco sísmico na região.


pics from the office: Backlit Virga


terça-feira, 9 de janeiro de 2018

2017: UM ANO EXTREMAMENTE QUENTE E EXTREMAMENTE SECO EM PORTUGAL CONTINENTAL








O ano de 2017 classifica-se como extremamente quente, sendo o valor de temperatura média do ar cerca de +1.1 °C superior ao valor normal correspondendo ao 2º ano mais quente desde 1931 (o mais quente foi 1997). De referir que os 5 anos mais quentes ocorreram nos últimos 30 anos. A temperatura máxima em 2017, cerca de +2.4°C superior ao valor normal, será o valor mais alto desde 1931, ultrapassando em cerca de 1°C o anterior maior valor (1997, anomalia de +1.38 °C). O valor médio anual de temperatura mínima estará próximo do normal 1971-2000.
O ano de 2017 foi extremamente seco e estará entre os 4 mais secos desde 1931 (todos ocorreram depois de 2000). O valor médio de precipitação total anual será cerca de 60 % do normal. O período de abril a dezembro, com anomalias mensais de precipitação persistentemente negativas, será o mais seco dos últimos 87 anos.
Ao longo deste ano a conjugação da persistência de valores de precipitação muito inferiores ao normal e de valores de temperatura muito acima do normal, em particular da temperatura máxima, teve como consequência a ocorrência de valores altos de evapotranspiração e valores significativos de défice de humidade do solo. A 27 de dezembro, apesar dos valores de água no solo terem aumentado em relação ao final de novembro, são ainda inferiores a 40 % nas regiões do interior centro e do sul do país.
No final de dezembro mantém-se a situação de seca meteorológica ainda que, em relação à situação a 30 de novembro, se tenha verificado uma diminuição da intensidade nas regiões do norte e centro. Nas regiões do interior centro e do sul os valores de precipitação foram muito inferiores ao normal e insuficientes para se verificar um efetivo desagravamento da intensidade da seca.
De acordo com o índice meteorológico de seca – PDSI, em dezembro verificou-se, relativamente a 30 de novembro, um desagravamento da intensidade da seca meteorológica, com cerca de 60 % do território (regiões a Sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela) nas classes de seca severa e extrema.
in IPMA

domingo, 23 de abril de 2017

Porque esteve o leite sujeito a quotas de produção na União Europeia?



Isabel Aveiro ia@negocios.pt

08 de Setembro de 2015 às 13:41


Porque esteve o leite sujeito a quotas de produção na União Europeia?

As quotas de leite na Europa acabaram a 1 de Abril deste ano. O preço médio do leite pago ao produtor caiu para um valor que os agricultores dizem ser abaixo do custo de produção. Os protestos em Bruxelas resultaram já no anúncio pela Comissão Europeia de um apoio de 500 milhões de euros, que o sector diz ser insuficiente. Um guia para perceber o que está a acontecer.

A Política Agrícola Comum (PAC), matéria que continua no centro da União Europeia e que mantém orçamento autónomo das restantes matérias comuns, tem vindo contudo a ser reformada no sentido de uma maior orientação de mercado. Na última reforma da PAC, em 2003, Bruxelas determinou o fim das quotas à produção de leite na União Europeia. O sector vale 55 mil milhões de euros na Europa a 28 Estados-membros.

Porque surgiram os recentes protestos dos agricultores?
O fim das quotas leiteiras, determinado pela reforma da Política Agrícola Comum (PAC) de 2003, junta-se à pressão sobre outras matérias-primas agrícolas que os produtores da União Europeia foram submetidos desde que a Rússia decidiu no Verão de 2014, em retaliação ao conflito na Ucrânia e a sanções da UE, impor um embargo ao agro-alimentar comunitário. Cenário, aliás, que o próprio sector já tinha antecipado. Da China, onde os agricultores e produtores agro-pecuários europeus viam a esperança de escoar os seus produtos, as notícias recentes de abrandamento do consumo ajudaram a um excesso de oferta na Europa. Os preços do leite europeu caíram 20% nos últimos 12 meses, enquanto os valores pagos pela carne de porco – que têm feito manchete em França e Espanha – estão 16% mais baixos do que em Setembro de 2014, escreve a Bloomberg, citando dados da indústria na EU. Em França, os agricultores obtiveram já, no início deste mês, uma ajuda de mil milhões de euros de François Hollande – entre financiamento, subvenções e ajudas fiscais directas e indirectas – com o presidente da República francês a apelar ao sector da distribuição do país para privilegiar a produção nacional. Bruxelas, no dia em que a cidade foi invadida por 6.000 agricultores e 2.000 tractores, a Comissão anunciou uma ajuda suplementar de 500 milhões. Só que não disse quem irá beneficiar dos novos apoios e como serão eles cedidos e financiados.

Em Portugal, os protestos organizados dos empresários do sector têm-se focado sobretudo sobre as quotas leiteiras – muito à conta da produção no mercado estar muito concentrado, no continente, num número relativamente pequeno de grandes cooperativas, apesar da recente entrada da distribuição, e nos Açores, ser parte fundamental da economia da região autónoma. Recorde-se que a liberalização aérea ocorrida nos últimos meses tem uma relação directa com os receios de perda de competitividade do sector à escala europeia, num contexto de fim de quotas para os Estados-membros da União. Assunção Cristas, ministra da tutela, que acompanhou o processo de extinção das quotas em Abril, já manifestou preocupação pelas consequências da medida, sublinhando a recente reacção de Bruxelas.

Quando e porque foram criadas as quotas?
Por decisão tomada em Março de 1984 (dois anos antes de Portugal aderir à Comunidade) foi decretada a introdução que quotas de produção de leite (somente de vaca) no espaço comum europeu. Bruxelas justificou a medida pelo excesso de produção registada na década de 70 e inícios de 80, que levaram aos mediatizados derramamentos de leite em praça pública e à designada "montanha de manteiga" da Europa. O preço estava garantido independentemente da real procura no mercado e não havia limite de produção.

Como funcionou o sistema de quotas?
O sistema introduziu inicialmente uma quota para cada produtor ou comprador no arranque de cada campanha. Se a ultrapassasse, teria de pagar uma multa. Posteriormente, recorda a Comissão Europeia, a quota individual foi associada à quota nacional: só era paga pelo produtor caso o Estado-membro também excedesse o limite imposto por Bruxelas. No caso de Portugal, a avaliação de Bruxelas era feita globalmente – somando Portugal Continental e Açores. Portugal chegou mesmo a pagar multas por excesso de produção, durante a década de 2000. Recentemente, Bruxelas decidiu dar três anos adicionais aos Estados-membros que tenham ainda multas por pagar.

O sistema foi bem sucedido?
Para Bruxelas, sim. "O sistema de quotas – e a ameaça de multas – ajudou a suster a expansão da produção da UE" e reduziu os excedentes existentes, que chegaram a um milhão de toneladas de leite em pó, garantiu a Comissão Europeia em comunicado divulgado na passada semana. Para a Fenalac, a aplicação do sistema de quotas leiteiras "contribuiu decisivamente para a estabilidade de preços e de rendimentos dos produtores" e para a "modernização, reestruturação e desenvolvimento das respectivas estruturas de produção", em específico de Estados-membros cujo "patamar de organização e robustez apresentavam défices consideráveis aquando da adesão comunitária".

Quando e porquê foi decidida a sua abolição?
A reforma da PAC de 2003 decidiu a abolição das quotas leiteiras na UE, reafirmada na avaliação intercalar de 2008, "com passos concretos para permitir uma ‘aterragem suave’ até ao final de Março de 2015". Nos últimos 30 anos muita coisa mudou: a Comissão foi diminuindo as garantias aos preços e reduzindo a intervenção, em alguns casos, a situações extraordinárias (como a do embargo russo). Bruxelas vê agora as quotas como um "impedimento" à resposta dos agricultores comunitários à "procura mundial crescente" de lacticínios. Para isso, quis que vigorasse a lei do mercado, embora mantenha uma "rede de segurança" para limitar qualquer "volatilidade extrema dos preços" que ocorra no futuro, através, por exemplo, da compra, pelo sector público, de manteiga e leite em pó desnatado ou de ajudas ao armazenamento privado.

Há período de transição?
Não. A partir de 1 de Abril é um novo sistema que entrou em vigor na UE a 28 – "o leite é produzido em todos os Estados-membros, sem excepção, em cerca de 650.000 explorações agrícolas", recorda a Comissão. "Com [um valor] de 55 mil milhões de euros, o sector dos lacticínios representa 15% do total da produção agrícola da UE". O tempo da "aterragem suave", contudo começou em 2008/2009, recorda a Aprolep, com o "aumento gradual da quota leiteira em todos os países da UE, de modo a dar gradualmente a liberdade de produzir".

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Agro-turismo: "Da vindima à pisa no lagar"



Da vindima à pisa no lagarA Quinta do Pôpa, em Tabuaço, organiza pela terceira vez o programa de "Vindimas à do Pôpa", mediante o qual o participante, além de colher as uvas, acompanha-as até à adega e participa na pisa a pé nos lagares.

À chegada à quinta, os visitantes ficam a conhecer a história e as pessoas que fazem o dia-a-dia do espaço e participam numa prova de vinhos e degustação de produtos regionais, após o que partem para a vinha para a colheita. Segue-se o almoço e uma prova de vinhos ao ar livre com os enólogos da casa.

A jornada prossegue com um percurso pela adega, lagares, sala de cascos, e garrafeira, a que se segue a pisa e mais uma prova de vinhos comentada pelos enólogos da Quinta do Pôpa.

O programa "Vindimas à do Pôpa 2014" é organizado para grupos entre 10 e 25 pessoas, estando sujeito a reserva antecipada.

02 Setembro 2014
welcome.pt

Mushroom Cloud




This spacecraft or mushroom looking Alto Cumulus cloud releases a shower as we cruise by in A319 CS-TTU from Vienna to Lisbon. The precipitation, which evaporates long before reaching the ground, is called virga.
 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

No último dia do mês de Dezembro de 2014 e comparativamente ao último dia do mês anterior verificou-se um aumento do volume armazenado em 6 bacias hidrográficas e uma descida em 6.
Das 59 albufeiras monitorizadas, 26 apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e 3 têm disponibilidades inferiores a 40% do volume total.
Os armazenamentos de Dezembro de 2014 por bacia hidrográfica apresentam-se superiores às médias de armazenamento de Dezembro (1990/91 a 2013/14), excepto para as bacias do LIMA, AVE e MONDEGO.


Informação disponível no portal do SNIRH (http://snirh.pt/)



quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Situação Meteorológica - 19.Novembro.2014




Previsão para 4ª feira, 19.Novembro.2014
INSTITUTO PORTUGUÊS DO MAR E DA ATMOSFERA

Céu muito nublado ou encoberto. Períodos de chuva, por vezes forte e persistente em especial
no litoral.
Condições favoráveis à ocorrência de trovoada, em especial no
litoral.
Vento fraco a moderado (10 a 30 km/h) de sueste, soprando por vezes forte (35 a 45 km/h) com rajadas da ordem de 65 km/h no litoral a sul do Cabo Mondego, e forte (40 a 50 km/h) com rajadas
da ordem de 80 km/h nas terras altas das regiões Centro e Sul.
Neblina ou nevoeiro.
Subida da temperatura mínima.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

ZEE - Área de Busca e Salvamento da Marinha

Sabia que?

Portugal tem responsabilidades de Busca e Salvamento Marítimo numa área equivalente a cerca de 63 vezes a superfície do nosso País?

Se esta área fosse a superfície territorial de um País, este seria o 7º maior do mundo a seguir à Rússia, Canadá, China, Estados Unidos da América, Brasil e Austrália.

Os 5.792.740 Km2 em que Portugal intervém na Busca e Salvamento equivalem a cerca de 11 vezes o território da França ou 16 vezes da Alemanha ou a cerca de 24 vezes a superfície do Reino Unido.


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

As bacias hidrográficas em Portugal

 


Disciplina de Geografia A:
Aula prática de cartografia.

Parabéns à A. Santana, turma 11ºF, 2013_2014

BCE manteve taxa de juro nos 0,25%, confirmando as expectativas do mercado


Fotografia GeoMentor, 2012


O Banco Central Europeu (BCE) decidiu esta quinta-feira manter a taxa directora no mínimo histórico de 0,25%, confirmando as expectativas do mercado, que depois da ligeira subida da inflação na zona euro não esperava novo corte de taxas.
O BCE cortou a taxa directora em Novembro, de 0,5% para 0,25%, com o propósito de travar a queda da inflação e impulsionar a recuperação económica na zona euro.
Na última reunião mensal, o presidente do BCE, Mario Draghi, não excluiu a possibilidade de novo corte de taxas, se fosse necessário.
Entretanto, alguns indicadores económicos melhoraram, como a taxa de inflação homóloga na zona euro, que subiu de 0,7% para 0,9% em Novembro, de acordo com a estimativa rápida do Eurostat.
A evolução da inflação representa uma interrupção numa tendência de queda que se registava desde Julho e que fez soar os alarmes em relação ao risco de entrada da zona euro em deflação.
A expectativa para a reunião de hoje e que será clarificada ao início da tarde, na habitual conferência de Imprensa, reside nas medidas não convencionais que o BCE possa vir a anunciar. O lançamento de um novo programa de LTRO (empréstimos de longo prazo) tem estado em cima da mesa.
Entretanto, nesta quinta-feira, a Comissão de Assuntos Económicos do Parlamento Europeu aprovou a nomeação de Danièle Nouy, actual secretária-geral do Banco de França, para presidente da supervisão bancária única europeia, a nova entidade monetária do BCE.
A nomeação de Nouy terá ainda de ser confirmada na sessão plenária do Parlamento Europeu na próxima semana, em Estrasburgo.
Danièle Nouy, escolhida pelo conselho de governadores do BCE para liderar este órgão de supervisão, assumirá as novas funções a partir de Novembro de 2014.




domingo, 6 de outubro de 2013

Mapa: Age of Internet Empires




The data are visualised as a choropleth map, where the colour indicates each country’s most visited website. Starting from the evident dominance of two companies (Google and Facebook), whose colours (red and blue, respectively) cover most of the map, we styled the illustration as an old colonial map, and named it after the computer game series Age of Empire. A second map below illustrates the same data, using the hexagonal cartogram of the Internet Population 2011.



 
 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Central solar fotovoltaica de Amareleja

 
 
 
 
 

A Central Solar Fotovoltaica de Amareleja é uma central fotovoltaica, situada no concelho de Moura (Beja), sul de Portugal. Com capacidade instalada de 46,41 megawatts pico iniciais, a central já está a funcionar plenamente, produzindo cerca de 93 mil MWh de energia por ano, o suficiente para abastecer 30 mil habitações.
Está construída em um terreno de 250 hectares, em Amareleja, no concelho de Moura. Com 2.520 seguidores solares azimutais, equipados com 104 painéis solares cada um, a central foi a maior do mundo em 2008, em potência total instalada e capacidade de produção (actualmente está em 18º lugar). Estes seguidores são dispositivos mecânicos que orientam os painéis solares perpendiculares ao sol, desde a alvorada, a leste, até ao poente, a oeste.
 
 
 
 


 
A central foi desenvolvida, construída e é operada pela proprietária ACCIONA, grupo líder mundial em energias renováveis, presente em sete tecnologias limpas e em catorze países dos cinco continentes.
A Mitsubishi Corporation tem uma participação de 34% na sociedade promotora (Amper Central Solar, filial da ACCIONA), no quadro da aliança estratégica mantida entre ambos os grupos no âmbito das energias limpas.
 
 

 
 
 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Produtos da agricultura: Portugal é excedentário em vinho mas fortemente dependente em cereais e oleaginosas






Grau de auto-suficiência alimentar nacional situa-se nos 81%.

Portugal apresenta um grau de auto-suficiência alimentar de 81%, expresso em valor, para o conjunto dos produtos da agricultura, da pesca e das indústrias alimentar e das bebidas (média 2006-2010), indicador que se manteve estável durante o quinquénio.

Para os produtos agrícolas (inclui vinho e azeite), o grau de auto-suficiência situa-se nos 83%, evidenciando uma forte dependência do exterior em cereais e oleaginosas. Registam-se níveis próximos da auto-suficiência para o azeite, ovos, hortícolas e frutos frescos e um grau superior a 100% para o vinho.

Portugal apresenta um grau de auto-suficiência para os produtos da pesca na ordem dos 82% entre 2006 e 2010.
 
O valor médio anual da produção agrícola situou-se próximo dos 7 mil milhões de euros anuais entre 2006 e 2010, crescendo à taxa média de 1,2% ao ano nesse período.
Na estrutura da produção destacaram-se o vinho e o azeite que representaram, em conjunto, praticamente 1/4 (24,9%) do valor total da produção agrícola.
A produção pecuária (animais vivos) gerou em média um valor anual de 1,6 mil milhões de euros (23,3% do valor global da produção agrícola).
Os hortícolas constituíram um dos produtos agrícolas cujo valor da produção mais cresceu (6,2% ao ano).
 
in Boletim "Destaque", Abastecimento alimentar em Portugal, INE, (2 de Abril de 2013)

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Letónia adopta euro em 2014







A Letónia recebeu a “luz verde” para aderir à moeda única, a partir de 1 de Janeiro de 2014. A decisão formal foi adotada esta terça-feira pelos os ministros das Finanças da União Europeia durante a reunião do Ecofin.
(...)
O comissário europeu para os Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, garante que “a Letónia cumpre os cinco critérios de convergência de Maastrich e as suas políticas económicas estão num caminho sustentável.”


No 18.º Estado-membro da zona euro, a taxa de cambio é de cerca de 0,7 lats por cada euro. Mas de acordo com as últimas sondagens mais de 60% da população do país teme que a mudança para o euro represente uma subida dos preços. O primeiro-ministro da Letónia garante que não há esse risco.
Valdis Dombrovskis explica que vai ser assinado um acordo com o setor económico sobre o que chamámos a “introdução justa do euro”: há um compromisso para que a conversão dos preços seja feita de acordo com a taxa de cambio para que a mudança para o euro não seja usada para aumentar os preços.”

A correspondente da euronews em Bruxelas, Isabel Marques da Silva lembra que “nos próximos seis meses o governo de Riga vai concentrar-se nas questões técnicas, nomeadamente a atualização de bases de dados e um sistema de monitorização de preços. Quanto ao design das moedas de euro, garantiu que vão ser incluídios elementos do lat já que é um dos símbolos da independência face à UE”.

Irrigação inteligente para colheitas mais ‘verdes’




Os 100 hectares de um campo de milho em Juterbog, próximo de Berlim, são palco de uma experiência original. Os investigadores misturam fertilizantes na água e injetam o preparado num protótipo de um sistema de fertilização por irrigação. Chamam “fertirrigação”, a este sistema que permite simultaneamente fertilizar e irrigar os campos de forma constante e com uma monitorização permanente das condições atmosféricas e do solo para que as plantas tenham os nutrientes que necessitam em todas as fases de crescimento.

“Temos de controlar diferentes aspetos. A chuva, a luz que as plantas recebem ou ainda a estrutura e homogeneidade do solo. Não conseguimos controlar todos os elementos que influenciam as colheitas, mas controlar apenas alguns já é um grande desafio”, explica a engenheira química Lucía Doyle Gutiérrez.

Para a monitorização, foram desenvolvidos sensores capazes de ‘ler’ a composição do solo em nitratos, fosfatos, potássio e amónia, que contribuem para o crescimento das plantas. A ideia é equipar o sistema de irrigação com sensores e software, dando-lhe a capacidade de autonomamente decidir onde é quando é necessária mais ou menos água e fertilizante.
“Temos de assegurar que os sensores estão protegidos dos sinais eletromagnéticos circundantes. Para garantir leituras corretas, também é muito importante impedir que os sensores basculem. Finalmente, é preciso garantir que não falta a energia elétrica para alimentar a plataforma de sensores”, esclarece Martin Smolka, da Universidade de Tecnologia de Viena.

Sensores de solo, processadores de dados, unidades de controlo e distribuição devem então trabalhar em conjunto. O objetivo é ajudar os agricultores a poupar água e fertilizantes, mas não só:
“Este sistema também nos pode ajudar a poupar tempo. Podemos controla-lo à distância, a partir do computador no escritório e isso liberta-nos tempo para tratar de outras coisas que também são importantes”, refere Frank Hausman, agricultor.

Os investigadores veem ainda outros benefícios potenciais deste sistema inteligente de irrigação e fertilização.
“Não adianta passar muito tempo a avaliar a nutrição das plantas se o sistema de irrigação não for bom. Portanto, mesmo que o objetivo seja poupar o máximo de fertilizante, se o agricultor poupa 20 euros em fertilizante mas depois perde 30 euros por hectare em água, não ficará feliz. Mas se conseguir poupar os 20 euros e assim aumentar o lucro, ficará satisfeito”, explica Peter White, consultor em gestão de água.
(...)
“A pesquisa mostra que todo o processo de irrigação e fertilização é cada vez mais automático. Pode ser controlado à distância, até a partir de um smartphone, o que deixa muito satisfeitos os agricultores. Mas continuam a existir clientes que não dispensam as visitas regulares aos campos, que gostam de controlar manualmente o sistema, em vez de deixarem tudo em automático”, refere Stefan Scholz, promotor do projeto.

Independentemente da escolha dos agricultores, o mercado está a crescer, com a perspetiva de venda na Europa de 700 mil destes novos sistemas no prazo de 10 anos.

www.optifert.eu
 
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terça-feira, 25 de junho de 2013

Números de 2011 confirmam envelhecimento e desertificação do interior

Catarina Durão Machado  em

O estudo “Onde e como se vive em Portugal” do INE revela realidade da população portuguesa em 2011.



Paulo Ricca


Os novos dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), no relatório “Onde e como se vive em Portugal”, relativo ao ano de 2011, vêm confirmar o cenário de um país com 10,6 milhões de habitantes, cuja população é mais escassa no interior e com um número significativo de idosos a viverem sozinhos ou na companhia de outros idosos.

O estudo reflecte sobre a realidade da população e da habitação em Portugal, distribuída por Nomenclaturas de Unidades Territoriais (NUTS II), ou seja, por sete sub-regiões: Norte, Centro, Lisboa, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira.
.
A maior densidade populacional encontra-se na região de Lisboa, com 940 habitantes por Km2, no entanto, ocupa o segundo lugar (27%) da região mais populosa de Portugal, sendo a região Norte a detentora do maior número de residentes (com 35%).
A região Centro ocupa o terceiro lugar, com 22% da população portuguesa. Os municípios mais populosos do país são Lisboa (548 mil), Sintra (378 mil), Vila Nova de Gaia (302 mil), Porto (238 mil) e Cascais (206 mil), todos exemplos do litoral português.
Em contrapartida, os municípios com menor índice populacional são o Corvo, nos Açores, (430 habitantes), Barrancos, no Alentejo, (1.800), Porto Moniz, no arquipélago da Madeira, (2.700), Alcoutim, no Algarve, (3 mil), Penedono, no distrito de Viseu, (3 mil), e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, (3.200).
Segundo o estudo, resultante das conclusões definitivas dos Censos 2011, 19% da população tem idade igual ou superior a 65 anos, sendo que ”cerca de 60% vive só ou com outras pessoas do mesmo grupo etário”.
Da contabilidade feita aos alojamentos familiares, cerca de 14% são ocupados por idosos, sendo que metade deste número é atribuída a idosos a viverem sozinhos. “É na região da Madeira que se verifica a maior proporção de alojamentos ocupados por idosos sós”, refere o relatório.
Os municípios de Alcoutim, no Algarve, de Penamacor e Vila Velha de Ródão, na região Centro, são quem tem mais residentes com idade igual ou superior a 65 anos, com cerca de 43% das respectivas populações.

No entanto é no Alto Alentejo que se regista a maior concentração de população idosa, sendo Gavião, Nisa e Crato as zonas mais envelhecidas da região alentejana. Por outro lado, os municípios com menos população idosa pertencem à Região Autónoma dos Açores, nomeadamente a Ribeira Grande (8,6%) e a Lagoa (10%), ambos municípios pertencentes à Ilha de São Miguel.

Quanto à habitação, “entre os 5,1 milhões de alojamentos clássicos ocupados, cerca de 78% são residências habituais e 22% residências secundárias ou de uso sazonal”, revela o estudo.
Lisboa lidera no número de residências habituais, sendo também a região onde os habitantes compram e arrendam mais casas, por oposição à região Centro, onde as residências pertencem aos próprios habitantes. A região do Algarve apresenta o maior número de residências secundárias.