O sismo que ocorreu às 11:51 (UTC), com uma magnitude ML=4.9, localizou-se na região NE de Arraiolos, perto de Aldeia da Serra. O hipocentro (preliminar) tem as coordenadas 38.779 N, 7.960 W e a profundidade de 11.8 km.
Indicando um mecanismo focal em desligamento direito, compatível com as determinações realizadas para sismos que ocorreram anteriormente na mesma região, de que é exemplo o sismo ocorrido em 31 de julho de 1998 com magnitude 4.
Este sismo ocorre numa conhecida área de sismicidade, designada habitualmente por “cluster sí¬smico” de Arraiolos, onde os acidentes morfológicos e os estudos geológicos apontam para uma orientação dominante WNW-ESE. A origem destes sismos está associada a uma zona de transição entre uma área relativamente calma sismicamente a norte, e uma área mais ativa sismicamente a Sul, dentro de uma zona denominada “Zona de Ossa-Morena”, caracterizada por soco Paleozóico da Península Ibérica que no Alentejo apresenta falhas orogénicas WNW-ESE e falhas frágeis tardi-variscas (pós-orogénicas) com a mesma orientação. A morfologia e em particular a rede drenagem tem a mesma orientação desta fracturação.
O IPMA enviou já uma equipa de sismologistas para realizar o inquérito macrossísmico na região. Este inquérito é importante para a caracterização do risco sísmico na região.
The data are visualised as a choropleth map, where the colour indicates each country’s most visited website. Starting from the evident dominance of two companies (Google and Facebook), whose colours (red and blue, respectively) cover most of the map, we styled the illustration as an old colonial map, and named it after the computer game series Age of Empire. A second map below illustrates the same data, using the hexagonal cartogram of the Internet Population 2011.
Após os grandes terramotos de 1755 e 1969 em Portugal, já se suspeitava que algo estivesse a acontecer no fundo do Atlântico, próximo da Península Ibérica. Agora, cientistas portugueses, australianos e franceses afirmam ter descoberto os primeiros indícios desse fenómeno.
A descoberta de uma zona de subducção nas suas primeiríssimas fases de formação, ao largo da costa de Portugal, acaba de ser anunciada por um grupo internacional de cientistas liderados por João Duarte, geólogo português a trabalhar na Universidade de Monash, na Austrália.
A confirmar-se que o fenómeno, em que uma placa tectónica da Terra mergulha debaixo de outra, está mesmo a começar a acontecer, como concluem estes cientistas num artigo publicado online pela revista Geology, isso significa que, daqui a uns 200 milhões de anos, o oceano Atlântico poderá vir a desaparecer e as massas continentais da Europa e América a juntar-se num novo supercontinente.
João Duarte e a sua equipa de Monash, juntamente com Filipe Rosas, Pedro Terrinha e António Ribeiro, da Universidade de Lisboa e do Instituto Português do Mar e da Atmosfera – e ainda Marc-André Gutcher, da Universidade de Brest (França) – detectaram os primeiros indícios de que a Margem Sudoeste Ibérica – uma margem “passiva” do Atlântico, isto é, onde aparentemente nada acontecia – está na realidade a tornar-se activa, explica em comunicado aquela universidade australiana. A formação da fractura foi detectada através do mapeamento pelos cientistas, ao longo de oito anos, do fundo do oceano nessa zona. “Detectámos os primórdios da formação de uma margem activa – que é como uma zona de subducção embrionária”, diz João Duarte, citado no mesmo comunicado. E o investigador salienta que a actividade sísmica significativa patente naquela zona, incluindo o terramoto de 1755 que devastou Lisboa, já fazia pensar que estivesse a produzir-se aí uma convergência tectónica. . A existência desta zona de subducção incipiente ao largo de Portugal poderá indiciar que a geografia dos actuais continentes irá evoluir, ao longo dos próximos 220 milhões de anos, com a Península Ibérica a ser empurrada em direcção aos Estados Unidos. Este tipo de fenómeno já terá acontecido três vezes ao longo de mais de quatro mil milhões de anos de história do nosso planeta, com o movimento das placas tectónicas a partir antigos supercontinentes (como o célebre Pangeia, que reunia todos os continentes actuais) e a abrir oceanos entre as várias massas continentais resultantes. . O processo de formação da nova zona de subducção deverá demorar cerca de 20 milhões de anos, fornecendo aos cientistas uma “oportunidade única” de observar o fenómeno de activação tectónica.
Com epicentro a 34 quilómetros da ilha de São Miguel, foi o sismo de maior magnitude sentido nos Açores desde 2007. Não há registo de vítimas ou danos.
Mais de uma centena de pequenas réplicas do sismo com epicentro na ilha de São Miguel foram registadas nesta terça-feira nos Açores, revelou ao PÚBLICO o director executivo do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), João Luís Gaspar.
O primeiro e mais forte abalo foi sentido às 6h25 (7h25 de Lisboa) e teve uma magnitude de 5,9 na escala de Richter, segundo o US Geological e de 5,8 na escala de Richter, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Entre a hora do sismo inicial e as 14h foi registada mais de uma centena de réplicas, sendo a de maior magnitude de 4,4 na escala de Richter.
“Foi dos eventos de maior magnitude verificados nas imediações da ilha de São Miguel desde 2007”, frisa o director do Sistema de Vigilância Sismológica dos Açores - SIVISA. “Trata-se de um sismo de origem tectónica normal numa zona activa conhecida do arquipélago, na fronteira entre a placa euro-asiática e a placa africana”, acrescenta João Luís Gaspar.
Com magnitude relativamente elevada, o sismo “tem sido seguido também, como é normal nestas circunstâncias, por réplicas, duas das quais sentidas na ilha de São Miguel com fraca intensidade”, revela o responsável pelo observatório sismovulcânico dos Açores. “É expectável que nas próximas horas continuem a ocorrer mais réplicas”, admite.
O facto de o epicentro ficar 34 quilómetros a sudeste de São Miguel fez com que não houvesse vítimas e fossem insignificantes os danos causados nesta ilha. “O cenário seria completamente diferente se ocorresse mais próximo e traria outras consequências, nomeadamente para o parque habitacional vulnerável à actividade sísmica”, frisa Gaspar. E recorda a destruição provocada, há quase 15 anos no Faial, por um terramoto com praticamente a mesma magnitude (5,8 na escala de Richter), mas com epicentro cinco quilómetros a nordeste da ilha.
O terramoto registado a 9 de Julho de 1998 provocou a destruição generalizada das freguesias de Ribeirinha, Pedro Miguel, Salão e Cedros na ilha do Faial, atingindo também várias localidades do Pico. Morreram nove faialenses e 1700 pessoas ficaram desalojadas.
Na escala qualitativa de Mercalli modificada, com o grau máximo de XII e usada para determinar a intensidade de um sismo a partir dos seus efeitos sobre as pessoas e sobre as estruturas construídas e naturais, a fúria ocorrida no Faial foi de intensidade VIII-IX (efeito entre o ruinoso e destruidor), acima do nível V-VI (entre o forte e bastante forte) registada na madrugada desta terça-feira na ilha de São Miguel. Este evento foi ainda sentido nas ilhas de Santa Maria, com intensidade V, e na ilha Terceira.
O SIVISA e a Protecção Civil dos Açores “continuam a acompanhar a situação” e recomendam à população “os cuidados normais para situações típicas de actividade sísmica”, alerta Gaspar.
Ricardo Barros, presidente da Protecção Civil dos Açores, disse à rádio TSF, que não há destruição. Os Bombeiros de São Miguel e Santa Maria estão no terreno a avaliar a situação após este forte sismo". A Protecção Civil dos Açores encontra-se no terreno, com os bombeiros locais, a averiguar se o sismo provocou danos humanos e materiais, mas até ao momento não há qualquer registo. Fonte dos bombeiros da localidade de Povoação disse à Lusa que “não foram registados danos” e que “não receberam ainda telefonemas de alerta”, até porque “a população já está habituada” à actividade sísmica.
A imagem mostra a superfície do oceano com as correntes marítimas. Pode ver-se aqui em particular a corrente do golfo.
A imagem foi construída durante o período de Junho de 2005 a Dezembro de 2007.
Estruturas danificadas da central nuclear (Imagem CNN.com)
Explosão num dos reactores (Imagem ionline)
Após o sismo seguido do tsunami ocorrido no Japão, a central nuclear de Fukushima Daiichi, viu o seu funcionamento afectado tendo entrado em sobreaquecimento e consequntemente em perigo de explosão e de libertação de material radioactivo.
Mesmo com bons sistemas de segurança, causas naturais imprevistas, ou outras, podem colocar em causa o normal funcionamento das centrais que usam este tipo de energia.
DAILYMAIL.CO.UK - Lufthansa Airbus 320 airplane is parked with plastic covered engines at Munich Airport 18.04.10
Primeiras imagens da pluma vulcânica que obrigou a medidas de precaução relativamente à circulação aérea e ao fecho do espaço aéreo de vários países do Norte da Europa e também da Europa Central, à medida que a nuvem de cinzas se tem deslocado para sul.
Photo: IcelandAir planes are grounded as the threat of volcanic ash lingers over Northern Europe. (Mario Vedder/AFP/Getty Images)
Aviões por toda a Europa têm permanecido em terra graças às cinzas vulcânicas existentes no ar e que são provenientes da erupção vulcânica da Islândia.
Os voos não foram cancelados apenas devido a problemas de visibilidade. As cinzas vulcânicas podem danificar seriamente os reactores dos aviões, causando a sua paragem a meio do voo.
A United States Geologic Survey's Volcanic Hazards Program esclareceu que as cinzas vulcânicas obstruem os reactores dos aviões quando entram e são aquecidas pela sua combustão e as transformam em "vidro" ao serem "derretidas". A cobertura de partículas de vidro que se forma obriga os reactores a abrandar ou mesmo a pará-los.
Foi o que aconteceu em 1982 quando dois aviões, incluindo um avião da British Airways Boeing 747, voavam através de uma nuvem de cinzas vulcânicas provenientes de um vilcão na Indonésia.
Os aviões não são os únicos a ser afectados pelos vulcões. As comunicações de satélite podem ser aafectadas pelas cinzas. Os próprios automóveis podem ficar riscados e danificados se as cinzas entrarem no interior dos motores.
DailyMail.co.ukGoing nowhere: An electronic board shows flight cancellations at Heathrow Airport yesterdayRead more:
O espaço aéreo do Norte da Europa está praticamente interdito na totalidade, com inúmeros voos a serem cancelados devido às cinzas vulcânicas da erupção, na véspera, do vulcão islandês do glaciar Eyjafjallajokull.O espaço aéreo do Norte da Europa está praticamente interdito na totalidade, com inúmeros voos a serem cancelados devido às cinzas vulcânicas da erupção, na véspera, do vulcão islandês do glaciar Eyjafjallajokull.
Os aerportos de Roissy e Orly, em Paris, seráo encerrados a partir das 21h00 TMG. (22h00 de Lisboa). Mas os do Norte do país já fecharam às 16h00, anunciaram as autoridades francesas.
Todas as ligações aéreas a partir dos aeroportos londrinos de Heathrow e Stansted estão canceladas a partir das 12h00 de hoje e até às 18h00 – dada a entrada da cinza vulcânica no espaço aéreo britânico –, e todos os voos foram cancelados igualmente no aeroporto de Oslo, na Noruega.
O aeroporto de Faro registou já o cancelamento de 28 voos provenientes do Reino Unido e Irlanda, segundo o site da ANA - Aeroportos de Portugal. Até às 22h00 de hoje, adianta a agência Lusa, também já tinham sido cancelados 31 voos que deveriam partir hoje de Faro para destinos naqueles países. Estão já encerrados também os aeroportos escoceses de Aberdeen, Edimburgo e Glasgow, assim como o de Belfast.
O mesmo acontece nos aeroportos de Manchester, Liverpool e Birmingham.A Dinamarca seguiu pelo mesmo caminho, fechando o espaço aéreo sobre o Mar do Norte a toda a circulação de aviões, uma interdição que se estende à totalidade do território a partir das 17h00.Também o tráfego aéreo da Bélgica, Holanda e Luxemburgo será progressivamente reduzido ao longo da tarde.Cerca de quarenta voos que partiriam do aeroporto de Amsterdão-Schiphol com destino à Escandinávia e ao Reino Unido foram já anulados hoje de manhã, de acordo com um porta-voz do aeroporto holandês à AFP.
O aeroporto de Bruxelas, que, por enquanto, continua a funcionar, anulou por volta das 12h00 a maioria dos voos pelo menos até às 18h00.A BAA, operadora dos principais aeroportos britânicos, informa que esta medida se impõe pelos regulamentos internacionais em matéria de trânsito aéreo devido a actividade vulcânica.Foi feito o apelo para que os passageiros com voos marcados para hoje não vão para os aeroportos suspensos. Estima-se que dezenas de milhares de pessoas serão afectadas.
A ANA recomenda aos passageiros que contactem as companhias aéreas para confirmar se os voos vão ser realizados ou não.
As cinzas expelidas por um vulcão contêm pequenas partículas de pedra e até vidro que podem causar sérias avarias ou pelo menos mau funcionamento dos mecanismos dos aviões – há registos de um avião da British Airways ter perdido todos os quatro motores quando entrou inadvertidamente numa nuvem de cinza vulcânica em 1982, exemplifica a BBC online.