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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A exploração de urânio “foi um erro em Portugal e será um erro em Espanha”












Em Portugal, o tratamento dos terrenos que serviram para explorar urânio a céu aberto tem-se arrastado. Este é apenas um dos argumentos que António Minhoto, antigo mineiro e dirigente da Associação de Zonas Uraníferas (AZU), utiliza para contestar a exploração mineira do outro lado da fronteira.Mas há mais: a viabilidade económica dissipa-se quando se tem em conta o custo de intervenção nos terrenos depois de encerrada a mina, defende. “Depois fica uma situação por resolver em termos ambientais”, com “impacto nos recursos naturais e nas pessoas”, explica ao PÚBLICO. 
Por isso foi a Retortillo, para dizer que a exploração de urânio “foi um erro em Portugal e será um erro em Espanha”. Desde 2001 que a Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM) ficou com a tarefa de realizar a intervenção ambiental nas antigas explorações mineiras portuguesas. 
Até 2017 tinham sido tratadas 56% das minas e gastos 49 milhões de euros nesse processo. Faltavam ainda 20 das 61 minas que representam risco ambiental, num calendário que prevê trabalhos até 2022, referia a EDM ao PÚBLICO em Fevereiro do ano passado.Já depois disso, a empresa estatal apresentou o projecto de recuperação das minas do Mondego Sul, no concelho de Tábua (Coimbra). 
Os terrenos de onde se extraiu urânio entre 1987 e 1991 ficam perto da aldeia de Ázere, em plena faixa de protecção da barragem da Aguieira, e eram apontados por António Minhoto como uma das zonas críticas. A EDM previa que os trabalhos que envolviam a eliminação dos “factores de risco que constituam ameaça para a saúde e segurança das populações” começassem ainda em 2017 e fossem até 2019. 


Obras ainda não arrancaram
Apesar do anúncio da recuperação da velha mina do Mondego Sul em Março de 2017, o activista lamenta agora que as obras que prevêem o acondicionamento, estabilização e selagem das escombreiras da antiga exploração e cujo custo ascende a 5,4 milhões de euros não tenham ainda arrancado.Outro dos pontos mais sensíveis era a mina da Quinta do Bispo, já no concelho de Mangualde, distrito de Viseu. 
Nesse caso, o dirigente da AZU faz notar a proximidade a um afluente do rio Mondego, bem como a populações e a zonas agrícolas. “O impacto negativo deixado pela exploração” permanece à vista, afirma. Sobre esta situação diz que há um impasse, uma vez que não se conhece o calendário. Mas há minas que já sofreram intervenções significativas. Entre trabalhos de maior dimensão estão os da Urgeiriça, em Canas de Senhorim, e da Cunha-Baixa, em Mangualde. Só a reabilitação ambiental das antigas minas da Urgeiriça, que estão encerradas desde 1999, custou 33 milhões de euros.
Mineiro entre 1976 e 1989, António Minhoto luta agora pela recuperação ambiental das minas de urânio e pelos direitos dos seus antigos trabalhadores. “Está mais que evidente que a exploração de urânio é negativa”, resume.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Cientistas descobriram fractura tectónica em formação ao largo da costa portuguesa



Após os grandes terramotos de 1755 e 1969 em Portugal, já se suspeitava que algo estivesse a acontecer no fundo do Atlântico, próximo da Península Ibérica. Agora, cientistas portugueses, australianos e franceses afirmam ter descoberto os primeiros indícios desse fenómeno.



A descoberta de uma zona de subducção nas suas primeiríssimas fases de formação, ao largo da costa de Portugal, acaba de ser anunciada por um grupo internacional de cientistas liderados por João Duarte, geólogo português a trabalhar na Universidade de Monash, na Austrália.
A confirmar-se que o fenómeno, em que uma placa tectónica da Terra mergulha debaixo de outra, está mesmo a começar a acontecer, como concluem estes cientistas num artigo publicado online pela revista Geology, isso significa que, daqui a uns 200 milhões de anos, o oceano Atlântico poderá vir a desaparecer e as massas continentais da Europa e América a juntar-se num novo supercontinente.
João Duarte e a sua equipa de Monash, juntamente com Filipe Rosas, Pedro Terrinha e António Ribeiro, da Universidade de Lisboa e do Instituto Português do Mar e da Atmosfera – e ainda Marc-André Gutcher, da Universidade de Brest (França) – detectaram os primeiros indícios de que a Margem Sudoeste Ibérica – uma margem “passiva” do Atlântico, isto é, onde aparentemente nada acontecia – está na realidade a tornar-se activa, explica em comunicado aquela universidade australiana. A formação da fractura foi detectada através do mapeamento pelos cientistas, ao longo de oito anos, do fundo do oceano nessa zona.
Detectámos os primórdios da formação de uma margem activa – que é como uma zona de subducção embrionária”, diz João Duarte, citado no mesmo comunicado.
E o investigador salienta que a actividade sísmica significativa patente naquela zona, incluindo o terramoto de 1755 que devastou Lisboa, já fazia pensar que estivesse a produzir-se aí uma convergência tectónica.
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A existência desta zona de subducção incipiente ao largo de Portugal poderá indiciar que a geografia dos actuais continentes irá evoluir, ao longo dos próximos 220 milhões de anos, com a Península Ibérica a ser empurrada em direcção aos Estados Unidos. Este tipo de fenómeno já terá acontecido três vezes ao longo de mais de quatro mil milhões de anos de história do nosso planeta, com o movimento das placas tectónicas a partir antigos supercontinentes (como o célebre Pangeia, que reunia todos os continentes actuais) e a abrir oceanos entre as várias massas continentais resultantes.
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O processo de formação da nova zona de subducção deverá demorar cerca de 20 milhões de anos, fornecendo aos cientistas uma “oportunidade única” de observar o fenómeno de activação tectónica.
 



 

terça-feira, 30 de abril de 2013

Sismo nos Açores - 30 de Abril de 2013

 
Link

Sismo dos Açores teve já mais de 100 réplicas


(actualizado às )






Com epicentro a 34 quilómetros da ilha de São Miguel, foi o sismo de maior magnitude sentido nos Açores desde 2007. Não há registo de vítimas ou danos.


Mais de uma centena de pequenas réplicas do sismo com epicentro na ilha de São Miguel foram registadas nesta terça-feira nos Açores, revelou ao PÚBLICO o director executivo do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), João Luís Gaspar.
 
O primeiro e mais forte abalo foi sentido às 6h25 (7h25 de Lisboa) e teve uma magnitude de 5,9 na escala de Richter, segundo o US Geological e de 5,8 na escala de Richter, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Entre a hora do sismo inicial e as 14h foi registada mais de uma centena de réplicas, sendo a de maior magnitude de 4,4 na escala de Richter.
 
“Foi dos eventos de maior magnitude verificados nas imediações da ilha de São Miguel desde 2007”, frisa o director do Sistema de Vigilância Sismológica dos Açores - SIVISA. “Trata-se de um sismo de origem tectónica normal numa zona activa conhecida do arquipélago, na fronteira entre a placa euro-asiática e a placa africana”, acrescenta João Luís Gaspar.
 
Com magnitude relativamente elevada, o sismo “tem sido seguido também, como é normal nestas circunstâncias, por réplicas, duas das quais sentidas na ilha de São Miguel com fraca intensidade”, revela o responsável pelo observatório sismovulcânico dos Açores. “É expectável que nas próximas horas continuem a ocorrer mais réplicas”, admite.
 
O facto de o epicentro ficar 34 quilómetros a sudeste de São Miguel fez com que não houvesse vítimas e fossem insignificantes os danos causados nesta ilha. “O cenário seria completamente diferente se ocorresse mais próximo e traria outras consequências, nomeadamente para o parque habitacional vulnerável à actividade sísmica”, frisa Gaspar. E recorda a destruição provocada, há quase 15 anos no Faial, por um terramoto com praticamente a mesma magnitude (5,8 na escala de Richter), mas com epicentro cinco quilómetros a nordeste da ilha.
O terramoto registado a 9 de Julho de 1998 provocou a destruição generalizada das freguesias de Ribeirinha, Pedro Miguel, Salão e Cedros na ilha do Faial, atingindo também várias localidades do Pico. Morreram nove faialenses e 1700 pessoas ficaram desalojadas.
 
Na escala qualitativa de Mercalli modificada, com o grau máximo de XII e usada para determinar a intensidade de um sismo a partir dos seus efeitos sobre as pessoas e sobre as estruturas construídas e naturais, a fúria ocorrida no Faial foi de intensidade VIII-IX (efeito entre o ruinoso e destruidor), acima do nível V-VI (entre o forte e bastante forte) registada na madrugada desta terça-feira na ilha de São Miguel. Este evento foi ainda sentido nas ilhas de Santa Maria, com intensidade V, e na ilha Terceira.
 
O SIVISA e a Protecção Civil dos Açores “continuam a acompanhar a situação” e recomendam à população “os cuidados normais para situações típicas de actividade sísmica”, alerta Gaspar.
Ricardo Barros, presidente da Protecção Civil dos Açores, disse à rádio TSF, que não há destruição. Os Bombeiros de São Miguel e Santa Maria estão no terreno a avaliar a situação após este forte sismo". A Protecção Civil dos Açores encontra-se no terreno, com os bombeiros locais, a averiguar se o sismo provocou danos humanos e materiais, mas até ao momento não há qualquer registo. Fonte dos bombeiros da localidade de Povoação disse à Lusa que “não foram registados danos” e que “não receberam ainda telefonemas de alerta”, até porque “a população já está habituada” à actividade sísmica.
 
in Jornal PÚBLICO, 30 de Abril de 2013 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Gás natural em Portugal - Aquisição e Importação

 
Aquisição e Importação


 

Portugal é caracterizado por não ter jazigos de gás natural, ou seja, não há produção de gás natural em território nacional.

O aprovisionamento de gás natural para o mercado português é efectuado através de entradas no sistema por via da interligação com Espanha (Campo Maior e Valença) e do terminal portuário de Sines, através de contratos take-or-pay de longo prazo em que os principais países fornecedores de gás natural são a Argélia e a Nigéria.

Assim, o fornecedor mais importante de gás natural a Portugal, actualmente, é a Sonatrach a partir do jazigo em Hassi R’Mel - Argélia. O transporte é feito através do gasoduto do Maghreb até Tânger e através do Estreito de Gibraltar até Tarifa. Desta localidade segue em gasoduto até próximo de Badajoz, entrando no território nacional em Campo Maior. A capacidade da interligação de Campo Maior é de 122,4 GWh/dia (cerca de 420 000 m3/h).
O segundo fornecedor mais importante é a Nigéria, mas através da forma liquefeita (GNL). Este GNL chega em navios metaneiros ao terminal de Sines, com uma capacidade nominal de emissão para a rede de 192,8 GWh/dia (cerca de 675 000 m3/h).

A repartição do aprovisionamento é ilustrada na figura seguinte, onde se pode observar que, para os últimos três anos, o terminal de GNL de Sines (contratos de GNL com proveniência da Nigéria) assegurou a maior parte do abastecimento de gás natural no mercado português, com o valor de 2009 a representar cerca de 55% do volume total de gás contratado para o mercado nacional.
Em 2007 e 2008 registou-se a utilização da infra-estrutura de armazenamento subterrâneo para a compensação de períodos de menor disponibilidade de emissão de gás natural por parte do terminal de GNL de Sines.
 
 
in ERSE(2013)
 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

MTI poderá investir 600 milhões de euros nas minas de ferro

foto Eduardo Pinto/JN


O administrador, Vítor Correia, admitiu essa possibilidade, esta Quarta-feira à noite, após uma sessão pública de apresentação do projecto à população do concelho.
Para já, o único investimento que esta empresa de capitais nacionais e estrangeiros dá por assegurado é o de 12 milhões de euros. Destina-se à elaboração de estudos de viabilidade do projeto, que incluem o impacto ambiental e o económico e social. É o que está previsto no contrato celebrado com o Governo em novembro de 2012, que compromete a MTI-Ferro de Moncorvo S.A. com 1,2 milhões de euros de caução, para garantir que o projeto é mesmo executado.
Vítor Correia preferiu sempre falar com alguma cautela, até porque em Moncorvo ainda ninguém esqueceu a promessa de investimento nas minas de ferro de mil milhões de euros por parte da multinacional Rio Tinto e que acabou por não dar em nada. De resto, da farta plateia saíram várias questões que provaram a desconfiança de quem vive no concelho. Por isso, o responsável esclareceu que os 600 milhões de euros são "uma possibilidade que está dependente das soluções que forem aprovadas em sede de avaliação de impacte ambiental".
Questionado pelos jornalistas sobre a aposta da MTI na exploração de uma jazida de minério de ferro, a maior da Europa, da qual a anglo-australiana Rio Tinto desistiu o ano passado, Vítor Correia defendeu "que as grandes empresas exploradoras têm capacidade de intervenção à escala global e este não é o único jazigo de ferro que eles têm em carteira. Numa altura em que o valor do ferro diminui é natural que eles tenham optado por soluções onde a exploração é feita de forma mais económica".
A MTI acredita que o projeto para Moncorvo "tem viabilidade" e está disposta a "levá-lo até ao fim". O transporte do minério de ferro para o Porto de Aveiro deverá ser feito através de um mineroduto a construir de raiz, que representará "um terço do investimento total". Esta é a alternativa com custo de instalação mais elevado, "um milhão de euros por cada quilómetro de mineroduto", mas com exploração mais barata do que o transporte fluvial ou ferroviário ao longo do rio Douro.
 
Quanto à criação de emprego direto, Vítor Correia falou em "algumas centenas de postos de trabalho" - o presidente da Câmara, Aires Ferreira, aponta para "400 a 500, sendo 25% da região" - pois "as minas modernas não têm muita mão-de-obra na exploração". O número mais significativo situa-se "na transformação e sobretudo nos serviços associados". Já a quantidade de empregos indiretos, "é obtido multiplicando por sete o número de postos de trabalho directos", notou ainda o administrador da MTI.
Como contrapartida da exploração, 0,5% do valor da venda do concentrado do minério de ferro nos mercados reverterá a favor do desenvolvimento de Moncorvo. Num rápido exercício matemático, Vítor Correia explicou que se numa primeira etapa forem exploradas um milhão e meio de toneladas anuais, e forem vendidas ao preço atual de 143 dólares (107 euros) por cada uma, meio por cento corresponderá a 1.072.500 dólares (805 mil euros) que ficarão no concelho.
Com esta percentagem fica satisfeita uma das exigências do presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, que sempre acreditou que o minério de ferro seria um dia explorado, mas nunca antes de "2019 ou 2020". Lamentou, porém, que já "não seja possível recuperar o projeto eólico" para aquela zona do concelho. Em contrapartida salientou as "muitas centenas de milhares de euros anuais que durante as dezenas de anos de exploração devem servir para garantir sustentabilidade ao concelho, que fica sem o seu principal recurso de subsolo". A outra contrapartida de que Aires Ferreira não abdica é que a sede social da exploração fique no seu concelho.
Em resposta às associações ambientalistas que recentemente solicitaram a suspensão da exploração experimental das minas de ferro de Moncorvo, baseada na inexistência de estudos sobre a salvaguarda das colónias de morcegos que vivem nos túneis, Vítor Correia sublinhou que "a MTI está disponível para colaborar pois este projecto só faz sentido se for sustentável. As questões sociais e ambientais serão determinantes na formatação do projecto".
 
Notícia in Jornal de Notícias/Eduardo Pinto

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Empresa canadiana acha ouro no Alentejo - Economia - Notícias - RTP



A empresa com a concessão para procurar o metal precioso anunciou que existem "graus impressionantes" de ouro muito perto da superfície do solo. O El Dorado português fica na na localidade de Boa Fé, no concelho de Évora.
Sandra Vindeirinho/Luís Vilar 14 Jun, 2012, 20:18

sábado, 21 de abril de 2012

Portugal no contexto da tectónica de placas





Portugal Continental, no contexto da tectónica de placas, situa-se na placa Euroasiática, limitada a
sul pela falha activa Açores-Gibraltar (a qual corresponde à fronteira entre as placas Euroasiática e Africana) e, a oeste, pela falha dorsal do oceano Atlântico (D.M.A). O movimento das placa caracteriza-se pelo deslocamento para norte da placa Africana e pelo movimento divergente na dorsal atlântica.


A falha Açores-Gibraltar pode ser subdividida em três troços distintos, com dimensão e características tectónicas diferentes:

1- o troço mais oriental, designado Banco de Gorringe (B.C), onde se localizou o epicentro do terramoto de 1755;

2 - o troço central, designado Falha Glória (F.G.), que tem sido, ao longo dos tempos, responsável por alguns dos sismos sentidos na ilha de Santa Maria, nos Açores; foram determinadas, nesta zona,
velocidades de deslocamento relativo entre as placas Euroasiática e Africana, da ordem dos 3,39 cm/ano;

3 - por fim, o troço mais ocidental da falha Açores-Gibraltar, que se designa Rifte da Terceira (R.T.) e que se desenvolve desde a ilha de Santa Maria até à dorsal médio-atlântica (D.M.A.), apresen-
tando velocidades de deslocamento entre as placas da ordem dos 0,76 cm/ano.

DIAS, A. Guerner et al - Geologia 10, Areal Editores, 2003

A Junção Tripla dos Açores



As ilhas vulcânicas do arquipélago açoriano situam-se num enquadramento tectónico muito
particular - a Junção Tripla dos Açores. Isto é, os Açores localizam-se numa zona de contacto de três placas tectónicas - as placas Norte-Americana, Euroasiática e Africana.
 
A Dorsal Médio-Atlântica (DMA) é cortada por diversas falhas activas, de entre as quais destacamos as seguintes:
- zona de fractura norte dos Açores (ZFNA);
- transformante de S. Jorge (TSJ), com expressão subaérea na ilha;
- zona de fractura Faial-Pico (ZFFP);
- zona de fractura do Banco Açor (ZFBA);
- zona de fractura do Banco Princesa Alice (ZFBPA).
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O actual padrão de sismicidade dos Açores revela que os epicentros se concentram, maioritariamente, ao longo, ou nas proximidades, do alinhamento do Rifte da Terceira (RT); porém, os sismos mais energéticos referenciam-se à zona de fractura Faial-Pico (ZFFP).


DIAS, A. Guerner Dias et al - Geologia 10, Areal Editores, Porto, 2003

Açores - Geologia da Ilha de S. Miguel







A geologia da ilha de São Miguel é marcada por três aparelhos vulcânicos: Fogo, Sete Cidades e Furnas. As rochas mais antigas, com 4,1 M. a., localizam-se no extremo nordeste, com vestígios de um vulcão inactivo altamente erodido na localidade de Povoação.

S. Miguel iniciou a sua formação há 4,1 M. a. e foi sendo sucessivamente aumentada pelo material expelido em novas erupções.


A actividade vulcânica mais recente encontra-se na parte Este da ilha (Sete Cidades e Picos). Neste sector existem depósitos de piroclastos basálticos. A caldeira das Sete Cidades ter-se-á formado há aproximadamente 16 000 anos, com 17 erupções nos últimos 5000 anos. No interior da cratera, e devido à presença de água, as erupções foram explosivas, enquanto que nas vertentes exteriores apresentaram estilo havaiano-estromboliano.

O vulcão do Fogo, na parte central, apresenta uma caldeira com 3,25 km de diâmetro, com um lago no seu centro. Nos flancos do vulcão existem extensos depósitos de piroclastos. As rochas mais antigas desta região possuem uma idade absoluta de 280 000±140 000 anos, tendo-se formado em ambiente submarino. Após duas erupções importantes verificou-se o abatimento da estrutura e a formação de uma caldeira há 46 500 e 26 500 anos. Nos últimos 40 000 anos a actividade tornou- -se mais explosiva ocorrendo dentro da caldeira. Nos últimos 15 000 anos há o registo de 20 erupções, com dois registos históricos (1953 e 1954), sempre de carácter explosivo ao nível da cratera. Em 1563, uma erupção explosiva (subpliniana), com emissão de lava, soterrou parte da povoação de Ribeira Seca.
O vulcão das Furnas encontra-se perto da região nordeste e a sua caldeira (5 km de diâmetro) ter-se-á formado há 12 000-10 000 anos. É o vulcão mais recente e estudado no contexto dos Açores, tendo ocorrido alguns episódios vulcânicos curtos nos últimos 5000 anos (dois históricos), de carácter explosivo (pliniano a subpliniano). Em 1630, uma erupção com formação de escoadas piroclásticas terá morto 195 pessoas na ilha.
OLIVEIRA, Óscar et al - Desafios Geologia 10, vol 1, Edições ASA, Lisboa, 2009.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Alentejo vai produzir 175 milhões de euros de ouro nos próximos anos


Sondagens geológicas na Região de Montemor-o-NoveIn Colt Resorces




Jornal Público, por Luís Francisco
O Colt Resources espera extrair 140 mil onças de ouro (cerca de quatro mil quilos) nos primeiros cinco anos de exploração da nova concessão de Montemor-o-Novo e Évora, cujas reservas estão estimadas, na visão mais optimista, em cerca de 12 milhões de onças.

A preços de mercado, o minério retirado nesta fase de arranque vale perto de 175 milhões de euros – o Estado receberá 4% do volume de produção da mina após o terceiro ano de exploração.
O contrato da concessão experimental foi hoje assinado em Lisboa, no Ministério da Economia e do Emprego, e a produção deverá começar dentro de três anos. Jorge Valente, da Colt Resources, adiantou mais alguns números: a empresa vai investir 53 milhões de euros e criar cerca de 150 empregos directos. Apesar de a zona já reconhecida (cerca de 6km) apresentar números animadores, ela representa apenas um quinto da área que se espera poder vir a ser explorada com sucesso.



In Jornal Público (Adaptado), 2.Nov.2011

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Rio Tinto quer investir mil milhões em Moncorvo

Mine operations, canadá (Photo courtesy of Rio Tinto)




Rio Tinto quer investir mil milhões em Moncorvo!


A Rio Tinto, a maior empresa de minas do mundo, quer investir mil milhões de euros na exploração de ferro em Portugal.
O projecto será realizado nas minas de Torre de Moncorvo, em Trás-os-Montes, um dos maiores depósitos de minério de ferro da Europa, com recursos medidos e indicados de 552 milhões de toneladas de minério e recursos inferidos de mil milhões de toneladas, revelou fonte próxima das negociações à Lusa.
O investimento está a ser negociado entre o Governo, a empresa que detém a concessão da mina até 2070, a MTI - Minning Technology Investments, e a Rio Tinto, refere a mesma fonte.
O Ministério da Economia confirma oficialmente que está "a desenvolver negociações com uma das maiores empresas do mundo para um grande investimento no sector mineiro em Portugal", sem, no entanto, avançar qualquer dado sobre o assunto.
Álvaro Santos Pereira já tinha anunciado a 27 de Setembro na RTP que existia uma multinacional que pretendia fazer um grande investimento em Portugal, escusando-se na altura a avançar com detalhes.
Fonte ligada às empresas diz que, caso as negociações com a Rio Tinto cheguem a bom porto, o investimento vai permitir que a pequena vila transmontana receba "uma autêntica cidade, porque é preciso fazer tudo desde o início", e será provável que o investimento demore cerca de 10 anos a concretizar até que comece a laborar.

(...)

Segundo o sítio da empresa na internet, o projecto tem "reduzidos constrangimentos ambientais", "proximidade dos portos atlânticos de Aveiro e Leixões", "apoio institucional das autoridades nacionais, regionais e locais" e "disponibilidade total e imediata de água, energia, infra-estrutura e capacidade de escoamento".
(...)

Post por J. Cortez,
(11ºD, 2011/2012)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Energia nuclear - O problema do uso

Estruturas danificadas da central nuclear (Imagem CNN.com)

Explosão num dos reactores (Imagem ionline)




Após o sismo seguido do tsunami ocorrido no Japão, a central nuclear de Fukushima Daiichi, viu o seu funcionamento afectado tendo entrado em sobreaquecimento e consequntemente em perigo de explosão e de libertação de material radioactivo.




Mesmo com bons sistemas de segurança, causas naturais imprevistas, ou outras, podem colocar em causa o normal funcionamento das centrais que usam este tipo de energia.



domingo, 26 de julho de 2009

O granito



O granito é uma rocha ígnea de grão fino, médio ou grosso, composta essencialmente por quartzo e feldspatos, tendo como minerais característicos frequentes moscovite, biotite e/ou anfíbolas.


A composição mineralógica dos granitos é definida por associações muito variadas de quartzo, feldspato, micas (biotite e/ou moscovite), anfíbolas (sobretudo horneblenda), piroxenas (augite e hiperstena) e olivina. Alguns desses constituintes podem estar ausentes em determinadas associações mineralógicas, anotando-se diversos outros minerais acessórios em proporções bem mais reduzidas. Quartzo, feldspatos, micas e anfíbolas são os minerais dominantes nas rochas graníticas e afins.


Macroscopicamente, o quartzo é reconhecido como mineral incolor, geralmente translúcido, muito comum nos granitos. Os feldspatos (microclina, ortóclase e plagióclases), são os principais condicionantes do padrão cromático das rochas silicáticas, conferindo as colorações avermelhada, rosada e creme-acinzentada a estas rochas.
A cor negra variavelmente impregnada na matriz das rochas silicatadas, é conferida pelos minerais máficos (silicatos ferro-magnesianos), sobretudo anfíbolas (hornblenda) e micas (biotite), chamados vulgarmente de "carvão".

A textura das rochas silicatadas é determinada pela granulometria e hábito dos cristais, sendo a estrutura definida pela distribuição desses cristais.

Composição, textura e estrutura representam assim parâmetros de grande importância para caracterização de granitos.

O granito é utilizado como rocha ornamental e na construção civil.
Para o sector de pedras ornamentais e de revestimento, o termo granito designa um amplo conjunto de rochas silicatadas, abrangendo monzonitos, granodioritos, charnockitos, sienitos, dioritos, doleritos, basaltos e os próprios granitos.

Wikipedia (adaptado)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Central termoeléctrica de Sines



A Central Termoeléctrica de Sines entrou em funcionamento em 1985, sendo a primeira
central nacional a queimar carvão importado, é a central de maior potência do País.

Central Termoeléctrica com 4 Grupos Geradores de 314 MW cada, com as
seguintes características principais :
􀂉 Combustível : Carvão
􀂉 Tipo de Turbina : Vapor
􀂉 Potência Instalada : 1.256 MW
􀂉 Capacidade de Vaporização : 950 ton/h




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Rochas industriais: o sal-gema

O sal-gema
(Adriano Almeida Santos, 10°E)





Minas de Sal-gema - Loulé


Mineralogia: Denomina-se sal-gema ao cloreto de sódio, acompanhado de cloreto de potássio e de cloreto de magnésio, que ocorre em jazidas na superfície terrestre.

Aplicações: A partir da electrólise obtêm-se cloro e sódio. Esses elementos são utilizados na fabricação de soda cáustica, no tratamento de óleos vegetais, em celulose, na polpa de madeira, como germicida, na fabricação de plásticos como o PVC, na purificação de água e em diversos produtos químicos.
in Wikipedia (adapt)

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Rochas industriais: felspato

Feldspato
(João Casado, 10E)



Origem do Feldspato: (do alemão feld, campo; e spat, uma rocha que não contém minério) é o nome de uma importante família de minerais, do grupo dos tectossilicatos, constituintes de rochas que formam cerca de 60% da crosta terrestre.

Formação do Feldspato: Cristalizam a partir do magma tanto em rochas intrusivas como em extrusivas; os feldspatos ocorrem como minerais compactos, como filões, em pegmatites e desenvolvem-se em muitos tipos de rochas metamórficas. Também podem ser encontrados nalguns tipos de rochas sedimentares.


Usos e Aplicações:
Os feldspatos possuem numerosas aplicações na indústria, devido ao seu teor em alcalis (base) e aluminatos. As aplicações mais importantes são:

  • Fabrico de vidro (sobretudo feldspatos potássicos; reduzem a temperatura de fusão do quartzo, ajudando a controlar a viscosidade do vidro).
  • Fabrico de cerâmicas (são o segundo ingrediente mais importante depois das argilas; aumentam a resistência e durabilidade das cerâmicas).
  • Como material de incorporação em tintas, plásticos e borrachas devido à sua boa dispersibilidade, por serem quimicamente inertes, apresentarem pH estável, alta resistência à abrasão e congelamento e pelo seu índice de refracção (nestas aplicações usam-se feldspatos finamente moídos).
  • Produtos vidrados, como louça sanitária, louça de cozinha, porcelanas para aplicações eléctricas.
  • E ainda, em eléctrodos de soldadura, abrasivos ligeiros, produção de uretano, espuma de látex, agregados para construção...
in wikipedia.pt (adapt.)

Rochas ornamentais: Mármore 2

Mármore
(Luís Cozinha, 10E)



O Mármore é uma rocha metamórfica que teve a sua origem no calcário exposto a altas temperaturas e pressão.
Podemos encontrar as maiores jazidas de mármore nas regiões de rocha matriz calcária e onde existiu actividade vulcânica.

O mármore é uma rocha essencialmente utilizada na Construção civil (pavimentação, escadarias, ornamentação de portas e janelas, lareiras, etc.).
Tem algumas constituições tais como: é do tipo metamorfismo regional e de contacto, é derivada do calcário e dolomitos.
Em Portugal, podemos encontrar as maiores explorações de mármore na região de Borba, Vila Viçosa e Estremoz.
in Wikipedia.pt (adapt.)