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domingo, 28 de junho de 2009

Central fotovoltaica de Ferreira do Alentejo

Fotografia: Inês Almeida 10°E



Esta é a imagem dos painéis solares da central fotovoltaica de Ferreira do Alentejo, a qual visitámos no passado dia 15 de Maio de 2009, pertencente à empresa Net Plan.



Actualmente está a ser construída outra central fotovoltaica: a central solar da Sociedade Ventos da Serra. Esta é a terceira no concelho de Ferreira do Alentejo, depois de uma do grupo Generg, com 12 MW, em instalação e que deverá começar a produzir parcialmente em Março, e de outra da empresa Net Plan, com 1,8 MW distribuídos por cinco pequenas centrais e que começou a funcionar em Dezembro de 2008.
Texto: Inês Almeida
e Alentejo Magazine (Adaptado)

sábado, 2 de maio de 2009

Fósseis, os Rudistas da Orla Mesocenozóica

Praia da Consolação - Peniche, 2009


Os rudistas (Ordem Rudista) são um grupo extinto de bivalves que existiu desde o Jurássico superior até ao final do Cretácico da Era Mesozóica (durante cerca de 90 milhões de anos).



A presença de fósseis de rudistas nas rochas carbonatadas da região de Peniche é um testemunho de quando nesta região, há cerca de 100-90 milhões de anos atrás (no Cenomaniano), existiu um mar tropical, costeiro, pouco profundo com fundos formados por vaza (lama) carbonatada.



Durante o Cenomaniano, a Península Ibérica, estava localizada a latitudes mais baixas que actualmente, mais próximas do equador, e, portanto, em paragens mais quentes. Nessa altura, a Península Ibérica ficava localizada nas margens do Mar Tétis, o mar que, após a ruptura da Pangea, se formou entre a Gondwana (a Sul) e a Laurásia (a Norte). O mar Tétis corresponde ao proto-Mediterrâneo.


Em águas mais quentes, tropicais, a partir dos 26-28º C, o carbonato de cálcio - CaCO3 - precipita espontaneamente, um pouco à semelhança do que sucede em nossas casas nas chaleiras e nas máquinas de lavar roupa, onde, por se aquecer a água repetidamente, se forma calcário (a partir do carbonato de cálcio dissolvido na água).



Os rudistas alcançaram uma grande população na segunda metade do período Cretácico habitando principalmente o mar de Tetis. Deixaram de existir, entretanto, quando ao fim do Cretáceo ocorreu a extinção K-T.

in "paleoviva" - Carlos MARQUES SILVA - Faculdade de ciências da Universidade de Lisboa
(Adaptado)

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Elvas - Expansão urbana, as antigas muralhas e portas

Arco do Miradeiro
Arco do relógio - Praça da República



Numa "saída de campo" à nossa cidade percorreu-se um trajecto através dos vários espaços urbanos.
A partir do sítio (Centro histórico), o percurso foi-se afastando, passando pelos locais onde antes se encontravam as várias cinturas muralhas da antiga "cidade militar" e as portas de acesso à cidade.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Acção do mar - Arriba - Peniche, marginal Norte

(Fotografia Alexandre Cruz - 10°E)


Acção do mar na linha de costa.
Observa-se nesta imagem a rebentação na base da arriba, que se pode considerar o principal factor da evolução da arriba.

O investigador Luís Vítor Duarte (FCTUC) afirma que, em termos geológicos, “a Península de Peniche mostra uma sucessão de estratos de rochas sedimentares carbonatadas de idade jurássica, registando, de forma contínua e ímpar, cerca de 20 milhões de anos da história geológica portuguesa. Constitui, sem dúvida, o melhor registo em Portugal de rochas daquela idade, relacionadas com uma fase marinha iniciada à volta dos 190 milhões de anos, anterior à génese do oceano Atlântico”.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Relevo calcário - O Polje de Minde




Perfil geológicao simplificado da depressão de Minde (fl 27A - IGM)
1 - Margas e calcários margosos (Jurássico médio)
2 - Calcários (Jurássico médio)
3 - Calcários e margas (Jurássico superior)
4 - Falha


O Polje de Minde, ou a "Mata" como vulgarmente é conhecida, é uma grande depressão cársica que se localiza entre as povoações de Mira d'Aire e Minde, que inunda com alguma frequência durante o Inverno. Tem dimensões próximas de 4Km por 1800m e o seu fundo ronda a cota dos 195m. A escarpa ocidental desta depressão (Costa de Minde), é um excelente exemplo de escarpa de falha, do topo da qual se tem uma bela panorâmica de carácter paisagístico e geomorfológico.

in Georoteiros (ref FERNANDES MARTINS, "Maciço Calcário Estremenho", 1949)

terça-feira, 6 de maio de 2008

A acção do mar - Peniche

A "Nau dos Corvos" - Peniche
(Fotografia de Sara Pedras, 10°F)
a) "relevo testemunho" (Nau dos Corvos)
b) plataforma de abrasão
c) falésia (arriba)
d) campo de lapiáz
A interessante fotografia da Sara capta o momento de rebentação de uma onda contra a base da arriba.
A "evolução da arriba" deve-se em grande parte aos movimentos das águas do mar, principalmente das ondas. A sua evolução acontece essencialmente pela base.
Contudo, nesta imagem pode observar-se um outro tipo de erosão no topo da arriba: a rocha calcária constituinte desta arriba é erodida pela água da chuva (escorrência subaérea) e pelos salpicos que resultam da rebentação das ondas que atingem esta área acima do nível médio das águas do mar (erosão por corrosão por dissolução), originando uma estrutura bastante interessante designada por "campo de lapiáz".
Muito bom!
Prof Geo

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Gare do Oriente, Lisboa - interface

Plataforma do transporte ferroviário


Plataforma do transporte rodoviário - automóvel - taxi


Plataforma do transporte rodoviário - autocarro
"Interface é um espaço de articulação entre diferentes modos de transporte de horários compatíveis, que pretende aumentar o grau de satisfação dos utentes, promovendo a utilização dos transportes públicos"

Arinda RODRIGUES et al,m Geografia 11° ano

segunda-feira, 28 de abril de 2008

O Farol do Cabo Carvoeiro - Peniche

Localização




Aparelho óptico do farol




O Farol do Cabo Carvoeiro faz parte do grupo de seis faróis mandados edificar pelo Alvará pombalino de 1 de Feveriro de 1758 que criou o Serviço de Faróis em Portugal.

Entrou em funcionamento em 1790, sendo um dos mais antigos da costa portuguesa.







Um farol é uma estrutura elevada, habitualmente uma torre, dotada de um potente aparelho óptico (fonte de luz e espelhos ou reflectores), cujo facho de luz é visível a longas distâncias.
A luz emitida pelos faróis pode ser de vários tipos:

Fixa (F) - Luz contínua com intensidade constante;
Relâmpagos (R) - A duração da luz e menor que a duração da obscuridade;
Ocultações (Oc) - A duração da luz é maior que a duração da obscuridade;
Isofásica (Is) - A duração da luz e da obscuridade são iguais;
Cintilante (Ct) - A duração da luz e da obscuridade são iguais, mas com relâmpagos muito rápidos;
Alternada (Alt) - A cor da luz altera-se.




A cor da luz dos farois pode variar de acordo com convenções:


Branco (br) - é a cor tradicional, mais usada, na luz dos faróis;
Vermelha (vm) - o vermelho é utilizado em faróis na entrada de barras, canais, rios, portos e docas, indicando que a embarcação tem de dar bombordo à luz.
Verde (vd) - o verde é utilizado em faróis na entrada de barras, canais, rios, portos e docas, indicando que a embarcação tem de dar estibordo à luz.




Wikipédia

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Mina de Aljustrel - A exploração da mina

Área Industrial de Algares - Período romano

(Fotografia: Alexandre Cruz, 10°E)

Poço romano escavado, e posteriormente entulhado,
em rochas vulcânicas finas sericíticas, com uma
xistosidade muito penetrativa.


A parte superficial dos jazigos de Algares e S. João foi objecto de intensa mineração na época romana, tendo sido explorada a zona de enriquecimento supergénico dos jazigos fundamentalmente para cobre, prata e ouro. Testemunham esta actividade extractiva os escoriais, diversos poços e galerias mineiras e numerosos artefactos.
(Texto In Câmara Municipal de Aljustrel)

terça-feira, 15 de abril de 2008

Visita de estudo - minas de Aljustrel

Malacate de Viana e poço da mina
Aspectos do funcionamento da mina e ambiente mineiro


Apresentação pelo monitor do posto de Turismo da Câmara Municipal de Aljustrel

Área Industrial de Algares


O cobre metálico era obtido em Algares através do processo de cementação em que se utilizavam águas muito ácidas ricas em metais, bombadas do interior da mina. Estas águas eram ainda enriquecidas em cobre através da sua circulação sobre escombreiras de minério britado, o qual sofria um processo de lixiviação química. Os efluentes eram concentrados em tanques de cementação onde se lhe juntava sucata, obtendo-se o cobre por toca iónica com o ferro. As águas férreas resultantes da cementação eram posteriormente drenadas para a barragem próxima e daí para o vale, caracterizando-se por uma tonalidade avermelhada e um pH muito ácido (<3).>

quinta-feira, 10 de abril de 2008