domingo, 1 de abril de 2012

Erosão costeira


Portugal pode ter de deslocar populações devido à erosão costeira
01.04.2012
Jorge Talixa
  


A erosão costeira, traduzida em recuo médio anual da linha de costa, em Portugal.
Adaptado de Ferreira et al. (in press)

            

"Em alguns sítios não temos outra solução a médio prazo que não seja deslocar populações", admite o secretário de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, referindo-se ao crescente problema da erosão costeira em várias zonas do país e à progressiva elevação do nível do mar motivada pelas alterações climáticas.
Pedro Afonso de Paulo explica que Portugal não tem dinheiro para fazer paredes de betão semelhantes às que foram feitas na Holanda para funcionarem como diques e protegerem as populações da invasão da água do mar. Nesta altura, cerca de 30 por cento da costa portuguesa está sujeita a "muito forte erosão", acrescenta.

Por esta razão, o governante defende que será preciso tomar medidas para "proibir terminantemente a construção" em muitas áreas costeiras. "Dificilmente teremos meios e técnicas" que permitam suster este avanço das águas originado pelas alterações climáticas, justifica.

(...)

"Temos menos indústria e, com a crise económica, não só as empresas emitem menos como as pessoas utilizam menos os carros", salientou, vincando, todavia, que cerca de 80 por cento das nossas emissões de CO2, ao contrário do que se pensa, têm origem na energia consumida nas casas dos portugueses e nos carros em circulação e não estão relacionadas com as fábricas e com a actividade económica.

"Acreditamos numa indústria que pode estar presente e não ser muito poluente. Infelizmente não somos um país muito industrializado, não produzimos tanto quanto poderíamos produzir", lamentou. "As estimativas todas dizem que vamos cumprir as metas de Quioto, o que também é importante", acrescentou o governante.

Pedro Afonso de Paulo disse, ainda, que o Governo apresentará em Abril um plano para o uso eficiente da água e um roteiro do baixo carbono. Estão a decorrer os processos de revisão da Lei de Bases do Ordenamento do Território e do Solo e do regime da Reserva Ecológica Nacional. Mas, também em resposta a alguns dos participantes no colóquio, o governante considerou muito difícil e oneroso aprofundar as políticas de reutilização de águas tratadas, porque exigiriam redes próprias, separadas, para o transporte destas águas para os meios urbanos, o que implicaria investimentos nesta altura incomportáveis.

(...)

in PÚBLICO em 1 de Abril de 2012 (Adaptado)

sábado, 31 de março de 2012

Equinócios e Solstícios visto do espaço - Imagens NASA





One of the most frequently misunderstood concepts in science is the reason for Earth’s seasons. As we experience the September equinox today—anyone try to balance an egg yet?—we thought we’d offer a space-based view of what’s going on.
Around 6 a.m. local time each day, the Sun, Earth, and any geosynchronous satellite form a right angle, affording a nadir (straight down) view of the terminator, where the shadows of nightfall meet the sunlight of dusk and dawn. The shape of this line between night and day varies with the seasons, which means different lengths of days and differing amounts of warming sunshine. (The line is actually a curve because the Earth is round, but satellite images only show it in two-dimensions.)
The Spinning Enhanced Visible and Infrared Imager (SEVIRI) on EUMETSAT's Meteosat-9 captured these four views of the day-night terminator on December 21, 2010, and March 20, June 21, and September 20, 2011. Each image was taken at 6:12 a.m. local time.
On March 20 and September 20, the terminator is a straight north-south line, and the Sun is said to sit directly above the equator. On December 21, the Sun resides directly over the Tropic of Capricorn when viewed from the ground, and sunlight spreads over more of the Southern Hemisphere. On June 21, the Sun sits above the Tropic of Cancer, spreading more sunlight in the north and turning the tables on the south. The bulge of our spherical Earth blocks sunlight from the far hemisphere at the solstices; that same curvature allows the Sun’s rays to spread over more area near the top and bottom of the globe.
Of course, it is not the Sun that is moving north or south through the seasons, but a change in the orientation and angles between the Earth and its nearest star. The axis of the Earth is tilted 23.5 degrees relative to the Sun and the ecliptic plane. The axis is tilted away from the Sun at the December solstice and toward the Sun at the June solstice, spreading more and less light on each hemisphere. At the equinoxes, the tilt is at a right angle to the Sun and the light is spread evenly.
The equinox and changing of the seasons occurs on September 23, 2011 at 9:05 a.m. Universal Time. (Our September image above is a few days early.) Equinox means "equal night" in Latin, capturing the idea that daytime and nighttime are equal lengths everywhere on the planet. That is true of the Sun's presence above the horizon, though it does not account for twilight, when the Sun's rays extend from beyond the horizon to illuminate our gas-filled atmosphere.
NASA images and animation by Robert Simmon, using data ©2010 EUMETSAT. Caption by Mike Carlowicz.
Instrument: Meteosat

sexta-feira, 30 de março de 2012

Corrente do Golfo - Imagem NASA




A imagem mostra a superfície do oceano com as correntes marítimas. Pode ver-se aqui em particular a corrente do golfo.

A imagem foi construída durante o período de Junho de 2005 a Dezembro de 2007.



domingo, 26 de fevereiro de 2012

Concelho do Montijo - descontinuidade territorial



Território

É sede de um município com 348,09 km² de área e 51 222 habitantes (2011), subdividido em 8 freguesias.

O concelho de Montijo é Territorialmente constituído por 2 Sub-áreas: a Núcleo Ocidental, que compreende as freguesias de Santo Isidro, Pegões e Canha, e a Núcleo Oriental, composta pelas restantes 5 freguesias do Concelho - Afonsoeiro, Atalaia, Alto Estanqueiro/Jardia, Montijo e Sarilhos Grandes, que conjuntamente representam apenas 16,18% da área geográfica total.

A porção principal, onde se situa a cidade, é a mais pequena e é limitada a norte e a leste pelo município de Alcochete, a sudeste por Palmela, a sudoeste pela Moita e a noroeste liga-se aos municípios de Lisboa e de Loures através do estuário do Tejo. A porção secundária, cerca de 20 km a leste, é limitada a nordeste por Coruche, a leste por Montemor-o-Novo, a sudeste por Vendas Novas, a sudoeste por Palmela e a noroeste por Benavente.


História Breve

A parte ocidental é formada basicamente pelo território do antigo Concelho de Aldeia Galega do Ribatejo, ao qual foi concedido foral em 1515 por D. Manuel I. A Parte Este formou-se a partir do território do antigo Concelho de Canha, extinto pela primeira vez a 6 de Novembro de 1836, altura em que foi integrado no Concelho de Montemor-o-Novo. A 2 de Janeiro de 1838 o Concelho de Canha volta a ser de novo restabelecido para, no entanto, ser definitivamente extinto no dia 17 de Abril do mesmo ano e integrar o Concelho de Aldeia Galega do Ribatejo.

Os coutos e herdades que existiam na actual área do concelho do Montijo nos alvores da Nacionalidade foram doados por D. Sancho I, em 1186, aos Cavaleiros da Ordem de Santiago, de que era então prior D. Paio Peres. O núcleo populacional, habitado principalmente por pescadores e salineiros, começou a desenvolver-se desde que na maioridade de D. Afonso V, o regente D. Pedro e o mestre da Ordem o infante D. João, ambos tios do monarca, mandaram desassorear o esteiro de Alhos Vedros, construindo para o efeito uma estacada.

Até 6 de Junho de 1930, a sede do concelho era chamada de Aldeia Galega do Ribatejo (ou simplesmente Aldeia Galega), passando, a partir de então, a intitular-se Montijo, denominação assumida também pelo próprio concelho. Foi elevado à categoria de cidade em 14 de Agosto de 1985



A descontinuidade territorial

A descontinuidade territorial pode dever-se à existência de exclaves ou enclaves. Excluem-se desta lista os municípios cuja descontinuidade territorial se deve a integrarem ilhas no seu território.
A palavra enclave vem do latim inclavatus, significando fechado. Exclave é uma extensão criada posteriormente.
A origem de um enclave pode ser devida a razões históricas, políticas ou mesmo geológicas: certas zonas tornaram-se enclaves simplesmente por causa da mudança do leito de um rio.

Adaptado de Site CM do Montijo e Wikipedia

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A Comissão Europeia lançou hoje a campanha CAP@50 para comemorar os 50 anos da política agrícola comum





A Comissão Europeia lançou hoje a campanha CAP@50 para comemorar os 50 anos da política agrícola comum, sendo a produção do que sector vai representar, na UE, um montante de 350 mil milhões de euros este ano.
A campanha de comunicação CAP@50, que tem por lema 'Uma parceria entre a Europa e os agricultores', integra um sítio web interactivo (http://ec.europa.eu/agriculture/50-years-of-cap/index_pt.htm) e uma exposição itinerante, com início em Março, entre outras iniciativas.
A PAC foi criada a 14 de Janeiro de 1962, tendo como base a segurança alimentar dos europeus, nomeadamente, a garantia de haver comida suficiente.
«A segurança alimentar continua a ser importante hoje em dia, mas temos também novas preocupações, como as alterações climáticas e a utilização sustentável dos recursos naturais. Esta campanha contribuirá para a reflexão sobre esta evolução», disse o comissário europeu para a Agricultura, Dacian Ciolos.
Os 50 anos da PAC são comemorados com uma reforma em curso desta política, que a Comissão Europeia quer fortalecer nas vertentes económica, ecológica e competitiva do sector agrícola.
Outros objectivos na nova PAC, que entrará em vigor em 2013, após aprovação pelos 27 e Parlamento Europeu, são a promoção da inovação, o combate às alterações climáticas e a promoção do crescimento e emprego nas áreas rurais.

in SOL/Lusa (23.Jan.2012)

Post de J. Cortez - 11ºD (2011/2012)

Portugal poderá enfrentar seca extrema em Fevereiro

Foto d.r.


Portugal continental poderá enfrentar uma situação de seca extrema em Fevereiro, caso se mantenha a falta de precipitação verificada em Janeiro, disse agência Lusa o meteorologista Manuel Costa Alves.


"Tudo depende de Fevereiro. Mas tem que ser um Fevereiro muito chuvoso para inverter a situação. Se o comportamento de Fevereiro for semelhante ao de Janeiro chegaremos à seca extrema", sublinhou o especialista.

Manuel Costa Alves considera ser extremamente importante que os próximos meses possam trazer a chuva, mas explicou que "perdida a precipitação de inverno a precipitação da primavera nunca é suficiente para inverter a situação".

Lembrando que Outubro de 2011 foi extremamente quente, o meteorologista destacou que em Dezembro, "mês que em geral contribui com a maior quantidade de precipitação no território", o nível de precipitação em Portugal ficou "praticamente a zero".

“O apuramento dos dados no final de Dezembro já dá 83 por cento [do território] em seca fraca, seis por cento em seca moderada, oito por cento normal e três por cento húmido", afirmou.
Segundo Manuel Costa Alves, no fim de Janeiro "provavelmente uma parte muito significativa do território ficará com seca moderada", existindo também "uma percentagem significa de seca severa, antes da extrema, que é o último grau, havendo também uma parte com seca fraca".

O meteorologista afirma que a situação de seca é um "risco inerente ao clima" de Portugal continental, lembrando que a última grande seca foi a de 2004/2005.

"Esta de 2004/2005 foi a mais intensa desde 1941. A de 2004/2005 tem de ser referenciada porque foi muito intensa e causou prejuízos a variadíssimas actividades", concluiu.

in CMjornal (25.Jan.2012)

Post de J.Cortez, 11ºD (2011/2012)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Proposta da OCM do Vinho incentiva abandono da produção nacional



Comissária da UE para a Agricultura Mariann Fischer Boel



4 de Julho de 2007
A perspectiva de liberalização da plantação de vinhas na Europa a partir de 2014 vai provocar um desequilíbrio do mercado vinícola e pode conduzir ao abandono da actividade de muitos produtores nacionais. O fim das restrições à plantação é uma das medidas previstas na OCM do Vinho, hoje apresentada pela Comissão Europeia, e pode incentivar à deslocalização de vinhas europeias para países do Novo Mundo.

A liberalização agora proposta é particularmente gravosa para Portugal, já que a dimensão do mercado nacional torna o nosso país mais vulnerável ao aumento de produção de outros países, como França ou Espanha, que a partir de 2014 poderão crescer sem restrições.

Por outro lado, a proposta da OCM de pôr fim à destilação irá também dificultar o escoamento do vinho, já que esta é uma forma de retirar do mercado comunitário cerca de 30 milhões de hectolitros. O fim imediato das medidas de gestão do mercado levará a quebras abruptas do rendimento dos produtores, e ao consequente abandono da actividade. Portugal utiliza ainda a destilação para o abastecimento do mercado de álcool vinícola, nomeadamente nos vinhos licorosos, com destaque para o vinho do Porto, que por esta via podem perder competitividade.

Até 2013 a Comissão Europeia propõe ajudas ao arranque de vinha como forma de controlar o excesso de produção, levando por esta via a uma diminuição das vinhas existentes no espaço europeu. No entanto, com a liberalização em 2014 este princípio inverte-se, correndo-se o risco da diminuição de produção que tenha ocorrido na Europa por via do arranque seja substituída com vinho proveniente do Novo Mundo. Segundo dados da Comissão, nos últimos 10 anos o aumento das importações no espaço europeu foi de 10% ao ano, enquanto o ritmo de aumento das exportações tem sido muito mais lento.

A CAP reconhece a necessidade de redução de excedentes, reforço da competitividade do sector e reconquista dos mercados, mas considera que esta OCM não irá contribuir para resolver esses problemas. Pelo contrário, as ajudas comunitárias serão empregues no arranque de vinhas, em detrimento do investimento na sua reestruturação e modernização, contribuindo com estas medidas para o aumento do desemprego e abandono rural.

in AgroPortal (4 de Julho de 2007)